No que você investe?

Investimento é o comprometimento de dinheiro ou de outros recursos no presente, com a expectativa de colher benefícios futuros. Ou seja, você “sacrifica” algo de valor agora com a expectativa de obter ganhos mais adiante.

Em nossa vida, estamos sempre nos deparando com questões relacionadas a investimentos, questões que nem sempre envolvem dinheiro. Tempo, energia, atenção, presença e outros recursos próprios que dedicamos ou em uma atividade ou em outra, com o propósito de obter um resultado que agregará valor para a nossa vida e, se possível, das pessoas ao nosso redor.

Por exemplo, o tempo que você levará para concluir uma pós graduação (sem mencionar o custo). Você está abrindo mão do lazer ou de rendimentos que poderia obter no trabalho, por conta da expectativa de que sua carreira futura seja suficientemente aperfeiçoada para justificar esse comprometimento. Ou o tempo dedicado a uma atividade física, investindo em saúde e bem estar, abrindo mão de ficar sentado no sofá assistindo televisão, muitas vezes comendo alimentos prejudiciais que lhe proporcionarão apenas um prazer momentâneo. Ou até mesmo investir tempo de qualidade para cultivar relações com amigos e familiares. Investir é escolher. Escolher é investir.

Apresentado esse olhar mais ‘’holístico’’ sobre investimento, vamos nos concentrar no sentido financeiro do assunto. Como comentado por Bruno Saffiotti, no primeiro artigo desta trilha, todo investimento tem suas variáveis de risco e prêmio, assim como todas decisões que tomamos em nossa vida. Não tomar nenhuma decisão também é um risco…um grande risco, na verdade. Risco de ter que sofrer as consequências da inércia sobre seu planejamento financeiro de negligenciar seu futuro financeiro e até mesmo seu conforto e de sua família.

‘’Carpe Diem’’ é um termo muitas vezes usado como justificativa para não se pensar no futuro. É muito mais difícil conseguir traçar metas de investimento, dentro da sua realidade, e seguir o plano com disciplina. É muito mais fácil parcelar um produto ou uma viagem em 10x sem juros no cartão e se importar apenas com as parcelas de cada mês. Cada um sabe a sua realidade e o que faz sentido em termos financeiros, mas investir um pouco no seu futuro devia ser obrigação. É uma necessidade. Você pode usar 100% da sua receita para satisfazer suas necessidades e seus gostos, mas sempre viver com ‘’ a corda no pescoço’’ traz muito mais peso para nossas vidas. Ou você pode guardar 1%, nem que seja 0,5% da sua receita com a finalidade de construir, aos poucos, um maior conforto financeiro e psicológico para você e sua família. Investir é um hábito, é uma questão de mindset. Se encarássemos o aporte mensal em sua conta investimento como uma conta obrigatória, um boleto, mais pessoas estariam em uma posição financeira mais confortável. Mais uma vez, cada pessoa sabe sobre a sua realidade, sobre suas obrigações e possuem experiências e condições de vida diferentes. Mas investir é um cuidado consigo mesmo.

O sistema induz a criarmos escassez em nossas vidas. Se eu compro um celular de última geração hoje, daqui 6 meses será lançado sua nova versão. Se eu acabei de fazer uma viagem maravilhosa, as plataformas digitais já vão me indicar outro lugar mais bonito e aparentemente prazeroso para eu visitar. E assim eu vou aumentando minha parcela de despesas fixas, e assim eu parcelo para pagar nos próximos 365 dias, uma viagem de durou 7 dias. Não que você não deva viajar ou se dar o luxo de certas coisas, não é nada disso. Talvez você até tenha realmente condições de fazer tudo isso e ainda poupar capital para investir, mas essa não é a realidade da maiorias das pessoas aqui no Brasil. E assim, como chamado pelo autor Robert Kiyosaki em seu livro ‘’Pai Rico, Pai Pobre’’ (uma leitura espetacular para iniciar sua mudança de pensamento em relação ao dinheiro e suas utilidades), acabamos por cair em uma corrida de ratos, sempre com o passo apertado para pagar nossas despesas.

Destinar recursos também para a nossa segurança financeira é um ato de ‘’aproveitar a vida’’ e ter consciência de que estamos nos resguardando para um futuro melhor. Se não conseguimos ter prazer e plenitude em nossa vida cotidiana e precisamos sempre de ‘’doses extras’’ de felicidade comprada por meio do dinheiro, estamos vivendo uma vida que faz sentido? Estamos mesmo sendo felizes ou tentado a todo custo comprar uma distração da nossa realidade? São pontos para se pensar. São questões de autoconhecimento e até mesmo, uma filosofia de vida estoica, presente nos grandes investidores.

Nossa ideia ao longo dessa trilha de artigos, sobre investimentos, psicologia financeira e finanças comportamentais, é trazer luz a assuntos que muitas vezes ficam coberto pelo nosso estilo de vida reativo. Além de trazer conteúdo técnico sobre investimentos e provocar o leitor a ter outro ponto de vista sobre dinheiro e investimentos.

O dinheiro está por toda parte, afeta a todos e confunde a maioria das pessoas. O dinheiro oferece lições sobre coisas que se aplicam a diferentes áreas da vida, como felicidade, confiança e risco. Poucos tópicos além do dinheiro mostram um paralelo mais poderoso para nos ajudar a entender porque as pessoas se comportam dessa ou daquela maneira. É um dos maiores espetáculos da Terra.

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